E-commerce avança no Paraná, que se destaca em ranking nacional
Na lista dos estados que concentram o maior número de pacotes enviados, São Paulo aparece na primeira posição (Foto: Reprodução/Magnific/bugphai)

E-commerce avança no Paraná, que se destaca em ranking nacional

Estado ficou entre os cinco maiores remetentes de encomendas e registrou alta de 17% nos envios no primeiro semestre
E-commerce – O movimento da logística é um dos indicadores utilizados para acompanhar o desempenho do comércio eletrônico brasileiro. No primeiro semestre de 2026, os dados apontam para a continuidade da expansão do setor, com o Paraná entre os cinco estados que mais originaram encomendas e também entre aqueles que apresentaram maior crescimento nas vendas pela internet. As informações fazem parte da quinta edição do Mapa da Logística, levantamento produzido pela Loggi, empresa especializada em operações logísticas. LEIA: Depois dos 40, algumas escolhas podem ajudar a preservar a saúde do cérebro; saiba Na lista dos estados que concentram o maior número de pacotes enviados, São Paulo aparece na primeira posição, seguido por Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná. Quando o critério considerado é o ritmo de crescimento, porém, a posição paranaense melhora. Entre janeiro e junho, Santa Catarina registrou a maior expansão no envio de encomendas, com crescimento de 24% em relação ao mesmo período de 2025. O Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 23%, enquanto o Paraná ocupa a terceira colocação, com avanço de 17%. Distrito Federal, com 10%, e Ceará, com 4%, completam os cinco estados com maior evolução.

Grandes mercados concentram destinos

A distribuição dos pedidos continua concentrada nos estados mais populosos do país. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná aparecem entre os principais destinos das encomendas, refletindo a concentração de consumidores nessas regiões. Para a empresa responsável pelo levantamento, o avanço da logística brasileira resulta da combinação de fatores como desenvolvimento tecnológico, ampliação da infraestrutura, adoção de novos formatos operacionais e acesso mais amplo de empresas de diferentes portes a soluções logísticas. A Loggi aponta ainda que transformações estruturais no setor contribuíram para acelerar as operações e ampliar a cobertura dos serviços, permitindo que as empresas alcancem consumidores em diferentes partes do território nacional. Os dados do estudo acompanham essa avaliação. A expansão da cobertura, a redução dos prazos de entrega, o crescimento dos PUDOs (Pick and Drop off points) — modelo em que o consumidor utiliza pontos físicos parceiros para retirar ou devolver pedidos — e a distribuição das operações por diferentes regiões ajudaram a tornar o comércio eletrônico mais acessível e eficiente. Apesar de as grandes companhias continuarem respondendo por uma parcela significativa dos volumes movimentados e pela consolidação de novos modelos logísticos, pequenas e médias empresas (PMEs) também ampliaram sua atuação no mercado nacional. O levantamento aponta, nesse sentido, para uma maior diversificação dos locais de origem das encomendas. A pesquisa identificou crescimento no alcance das vendas virtuais realizadas por PMEs, que passaram a atender consumidores de diferentes mercados do país. “A análise revela uma participação cada vez mais distribuída entre estados e regiões, refletindo uma dinâmica logística mais abrangente”, concluiu o estudo. Segundo o levantamento, o avanço das pequenas e médias empresas está relacionado a uma logística “mais acessível, eficiente e conectada às diferentes realidades do país”. Entre as PMEs que atuam no comércio eletrônico, São Paulo lidera em volume de envios. Na sequência aparecem Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na outra ponta da operação, os principais destinos dos pedidos dessas empresas são São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, nessa ordem.

Móveis e decoração lideram crescimento

Entre os segmentos de produtos analisados pela pesquisa, móveis e decoração apresentaram a maior expansão no primeiro semestre, com crescimento de 105% nos envios. Em seguida aparecem alimentos não perecíveis, com alta de 25%; produtos de ótica, com 20%; itens de beleza e saúde, com 16%; e produtos de livraria, que avançaram 11%. Outro levantamento, conduzido pelo SPC Brasil em parceria com a Offerwise Pesquisas, também indica o avanço do comércio eletrônico brasileiro. De acordo com o estudo, 20 milhões de novos consumidores passaram a utilizar canais digitais de compra nos 12 meses anteriores. Com isso, o número de pessoas que compraram pela internet ao menos uma vez no período chegou a 139 milhões. Para os empresários, principalmente os pequenos, a expansão representa a abertura de novas possibilidades comerciais. Em 2025, o Sebrae auxiliou aproximadamente 728 mil empresas brasileiras na busca por maior presença no mercado digital. A consultora do Sebrae-PR Alessandra de Almeida considera que levar parte das operações para o ambiente virtual se tornou uma estratégia importante também para os pequenos negócios. Mesmo empresas que ainda não pretendem ou não conseguem vender pela internet podem utilizar os canais digitais para fortalecer a marca e permanecer na lembrança dos consumidores. “O digital vai ganhar força. O pequeno tem que estar no digital mesmo que seja para mostrar os bastidores (de suas atividades) e para ser lembrado”, comentou. “Hoje, é comum o consumidor pesquisar por meio da IA (Inteligência Artificial) e se o vendedor não estiver preparado, a IA pode não mostrar a empresa nos resultados da pesquisa.” Sites próprios, WhatsApp, Instagram e marketplaces estão entre os canais mais utilizados para as vendas pela internet e vêm ganhando espaço entre os consumidores. Almeida, porém, recomenda que os empreendedores identifiquem quais ferramentas estão mais alinhadas à estratégia do negócio antes de tentar utilizar simultaneamente todas as opções disponíveis. Uma alternativa é começar pelas plataformas gratuitas e, posteriormente, ampliar a presença digital conforme a empresa ganha experiência. “Se não tem como analisar o perfil mais criticamente e de modo eficiente, começa via Instagram, WhatsApp e, a partir disso, vai ganhando mais confiança e começa a se aprofundar mais”, sugeriu. Segundo a consultora, tentar atuar em todas as plataformas ao mesmo tempo pode elevar custos e aumentar a complexidade operacional. Para os empreendedores que ainda não sabem como iniciar a presença digital, a recomendação é procurar informação e capacitação. A atuação on-line exige conhecimento sobre mercado, gestão e características específicas de cada produto. “Se é uma mercadoria com data de validade muito baixa, comece a vender nas redondezas, sem depender de empresas muito grandes para o produto chegar ao destino”, orientou a consultora.

Rapidez influencia decisão de compra

Outro fator que precisa ser considerado é o comportamento do consumidor. Parte das compras realizadas pela internet ocorre de forma impulsiva, enquanto a expectativa por respostas rápidas aumenta a necessidade de atendimento ágil por parte das empresas. “A dinâmica da venda dentro de uma rede social é a descoberta e a compra por impulso”, destacou Almeida. “E o consumidor digital busca imediatismo e não quer esperar por respostas. Ele pode estar acordado, navegando pela internet às duas horas da manhã, e mandar uma mensagem. É importante criar uma automação, um chatbot (software que gerencia as trocas de mensagens e simula uma interação humana), usar ferramentas dentro do próprio WhatsApp para que o cliente não fique sem retorno.”

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