Carnaval 2026 será desafios para a cibersegurança no Brasil

Carnaval 2026 será desafios para a cibersegurança no Brasil

Com milhões de foliões nas ruas e uso crescente de IA por criminosos, especialistas esperam explosão de golpes digitais

Carnaval – O Carnaval de 2026 deve marcar um dos períodos mais críticos para a segurança digital no Brasil. Segundo o Instituto DataSenado, mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas de golpes digitais em 2024, criando um cenário de alerta. Durante o período carnavalesco, quando o volume de transações financeiras cresce de forma acelerada, o risco se intensifica.

A combinação entre digitalização dos pagamentos, uso massivo de celulares em ambientes públicos e distração típica das festividades transforma foliões em alvos preferenciais de criminosos digitais. Estimativas apontam que, durante o Carnaval, ocorre uma tentativa de fraude a cada poucos segundos, revelando a dimensão do problema enfrentado pelo setor de tecnologia.

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Os números registrados no Carnaval de 2025 em São Paulo ajudam a dimensionar o desafio. Em média, um celular foi roubado ou furtado a cada dois minutos, somando mais de 3.600 aparelhos levados em poucos dias. Além do prejuízo individual, esses episódios ampliam os riscos de acesso indevido a aplicativos bancários, dados pessoais e contas corporativas.

Com a expectativa de 53 milhões de foliões nas ruas em 2026 e uma movimentação econômica estimada em R$ 14,4 bilhões, o ambiente se torna altamente atrativo para fraudes financeiras e golpes digitais em larga escala.

Sofisticação das fraudes

A principal preocupação para o Carnaval está na evolução tecnológica dos crimes. A projeção é de que mais de 70% das fraudes online passem a utilizar recursos de inteligência artificial, tornando golpes cada vez mais realistas e difíceis de identificar.

Entre as práticas mais recorrentes estão a manipulação de valores em maquininhas de pagamento, troca de cartões durante transações, venda de ingressos falsos para eventos e campanhas de phishing com ofertas enganosas de hospedagem e viagens. A clonagem de vozes e a criação de mensagens altamente convincentes elevam o nível de risco até mesmo para usuários experientes.

Diante desse cenário, empresas de tecnologia e instituições financeiras intensificam investimentos em proteção digital. Recursos como verificação biométrica, ferramentas antifurto em dispositivos móveis e mecanismos de restrição de acesso ganham protagonismo.

Bancos e fintechs apostam em funcionalidades que limitam temporariamente o uso de aplicativos em situações de risco, além de bloqueios geográficos para impedir transações fora de áreas previamente definidas. A proposta é equilibrar segurança e usabilidade em contextos de alta vulnerabilidade.

O poder público também amplia sua atuação com ferramentas que permitem o bloqueio remoto de celulares roubados, reduzindo o impacto imediato de furtos e protegendo dados sensíveis dos usuários.

Especialistas avaliam que a sofisticação dos golpes digitais seguirá em ritmo acelerado. A resposta, segundo o setor, está no uso de sistemas inteligentes capazes de identificar comportamentos anômalos em tempo real.

Com bilhões de reais circulando e milhões de transações concentradas em poucos dias, o Carnaval de 2026 deve funcionar como um grande teste prático para as tecnologias de segurança digital. Investir em cibersegurança deixou de ser opcional e passou a ser uma condição básica para a sobrevivência no ecossistema digital brasileiro.

Mercado aquecido e demanda por especialistas

O crescimento dos golpes digitais cria um paradoxo no setor de tecnologia. Ao mesmo tempo em que ameaça a confiança no ambiente digital, impulsiona investimentos expressivos em soluções de cibersegurança. A procura por profissionais especializados nunca foi tão alta.

Empresas do setor relatam aumento significativo na demanda por autenticação biométrica avançada, sistemas de detecção de fraude baseados em aprendizado de máquina e plataformas de monitoramento em tempo real.

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(Com informações de It Show)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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