Senado quer pena maior para violência psicológica contra mulher com uso de IA

Senado quer pena maior para violência psicológica contra mulher com uso de IA

Proposta aumenta pena para até três anos de prisão em casos de violência psicológica contra mulheres com uso de deepfakes e outras tecnologias

Violência psicológica – O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (19), um projeto de lei que amplia a punição para crimes de violência psicológica contra mulheres quando cometidos com o auxílio de inteligência artificial (IA) ou outros recursos tecnológicos. A proposta, que já havia passado pela Câmara dos Deputados, agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Atualmente, o Código Penal prevê pena de seis meses a dois anos de detenção, além de multa, para casos de violência psicológica contra mulheres. Com a nova legislação, a pena será aumentada em até metade, podendo chegar a três anos de prisão se o crime for cometido com o uso de tecnologias que alterem imagens ou sons da vítima, como deepfakes.

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O projeto foi proposto pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e integra um pacote de medidas elaborado pela bancada feminina da Câmara, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em março. A relatoria no Senado ficou a cargo da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), que destacou a necessidade de modernizar as formas de combate à violência contra as mulheres diante dos avanços tecnológicos.

“A utilização de deepfakes envolvendo mulheres reais tem gerado preocupações, com destaque para seu uso na promoção de violência psicológica, o que inclui a divulgação de conteúdos pornográficos falsos simulando nudez, bem como seu uso para ameaçar, constranger, humilhar e chantagear”, afirmou Daniella Ribeiro durante a discussão do projeto.

A senadora enfatizou que a medida é essencial para coibir práticas que se aproveitam de ferramentas tecnológicas para causar danos emocionais e psicológicos às vítimas. A proposta visa também a proteger as mulheres de situações como a disseminação de imagens ou áudios manipulados, que podem ser usados para fins de humilhação pública ou extorsão.

Com a aprovação no Senado, o texto segue para a sanção presidencial. Caso sancionado, o projeto representará um avanço na legislação brasileira, adaptando-a às novas formas de violência que surgem com o desenvolvimento de tecnologias como a inteligência artificial. A medida reforça o compromisso do Estado em combater a violência de gênero e proteger os direitos das mulheres em um contexto cada vez mais digital.

(Com informações de G1)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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